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A grande conjunção Saturno Netuno em Áries (2026)

A grande conjunção Saturno Netuno em Áries (2026)

por Titi Vidal

um ciclo de reestruturação coletiva

Por Bia Dazzani e Titi Vidal

Saturno e Netuno se encontram aproximadamente a cada 36 anos formando uma Grande Conjunção muito significa e importante. São momentos-chave na história da humanidade em que velhas estruturas tendem a se dissolver para que novas realidades sejam construídas. Em Astrologia Mundial, Saturno é o planeta que está associado ao que é real, concreto, às estruturas, infraestruturas, limites, governos, instituições, responsabilidade, forma e materialidade. Netuno, por sua vez, está associado ao não-concreto, à dissolução, ideais, fé, mito, símbolos, águas, doenças, psicologia, espiritualidade, religiosidade e nebulosidade. Quando esses dois planetas se encontram, aquilo que parecia sólido pode perder sustentação, aquilo que estava apoiado em fantasia ou inércia começa a falhar e cresce a pressão para que novas estruturas surjam.

No dia 20/02/2026, ocorre a Grande Conjunção Saturno-Netuno no grau 0° de Áries marcando um novo começo. Trata-se de uma conjunção que pode reestruturar a realidade como é conhecida hoje. Para compreender o que pode se manifestar e o que tende a exigir reestruturação no ciclo atual, é necessário primeiro observar os padrões e acontecimentos associados às conjunções anteriores. Assim, com base nesse conhecimento, torna-se possível levantar hipóteses, fazer previsões e projeções dos possíveis acontecimentos na atual conjunção de 2026 e seus desdobramentos pelos próximos 36 anos para o Brasil e o Mundo.

As conjunções entre Saturno e Netuno costumam refletir em várias áreas da vida coletiva, tais como, geopolítica, conflitos, economia, decisões de governo, movimentos culturais, religiosos, além de eventos naturais, climáticos e marcos na ciência e na saúde. São Grandes Conjunções que realmente movimentam a sociedade e trazem transformações significativas.

1) Geopolítica, guerras e conflitos

Ao observar as Grandes Conjunções Saturno–Netuno e suas janelas históricas, a geopolítica aparece como um palco recorrente de rearranjos de ordem. É comum observar mudanças de blocos, disputas por soberania, quedas de regimes, crises de legitimidade e acordos que encerram fases, ainda que muitas vezes de forma ambígua. No decorrer da história é possível observar marcos que ocorreram dentro das orbes das Grandes Conjunções Saturno-Netuno que exemplificam bem a sua influência e funcionam como verdadeiros pontos de virada da ordem internacional.

Um exemplo claro é a Queda do Império Romano do Ocidente, em 476, que simboliza bem o colapso de uma estrutura imperial que havia organizado o mundo mediterrâneo por séculos e inaugura um processo de fragmentação política. Essa dissolução, favorece o fortalecimento da Igreja Católica como instituição de referência no Ocidente marcando o fim da Antiguidade e início da Idade Média. Foi a queda de um importante império e ascensão de uma nova forma de poder: o religioso.

Em 1204, o Saque de Constantinopla expõe uma ruptura duradoura entre Ocidente e Oriente cristão, reconfigurando alianças e abrindo feridas políticas e simbólicas que atravessariam a história europeia. Anos depois, em 1453 na orbe de outra Conjunção Saturno Netuno, observa-se a Queda de Constantinopla, marcando uma virada de poder no Mediterrâneo e definindo do fim da Idade Média e início da Idade Moderna.

O fechamento das rotas para o Oriente e reorganização das rotas comerciais após esse evento, foram o impulso das Grandes Navegações fundamentais para a reorganização do mapa global. O período de expansões marítimas, bem associadas às Grandes Conjunções Saturno Netuno que ocorram nos anos de 1486 e 1523, acompanha transformações profundas na política europeia e a construção da América como ela seria conhecida, com disputas de soberania, colonização e rearranjos econômicos.

No século XIX, a conjunção de 1846 se conecta ao clima que culmina em 1848, com a publicação do Manifesto Comunista e a chamada “Primavera dos Povos”, quando ondas revolucionárias atravessam a Europa e colocam em xeque antigos regimes, propondo novas formas de organização política, social e econômica.

Em 1917, a Revolução Russa derruba o regime czarista e transforma a Rússia na primeira nação socialista do mundo, redefinindo o tabuleiro geopolítico do século XX e influenciando alianças, guerras e projetos de Estado nas décadas seguintes. Já no fim do século, o período de 1989 a 1991, simboliza o encerramento de outra ordem: a queda do Muro de Berlim e o colapso do bloco soviético culminam na dissolução formal da URSS e reorganizam a geopolítica mundial, abrindo uma nova fase de disputas, realinhamentos e redefinições sobre poder e influência no cenário internacional.

A partir desse padrão, a projeção para a Grande Conjunção Saturno – Netuno em Áries de 2026 é de um período de redefinição prática da ordem geopolítica. A ênfase tende a recair sobre soberania, fronteiras e legitimidade, com disputas mais diretas e decisões menos “mornas”. Conflitos podem entrar em momento de virada, seja por escaladas rápidas, seja por tentativas de congelamento por meio de acordos que parecem paz, mas guardam ambiguidades e pendências.

A guerra Rússia–Ucrânia, por exemplo, já entra em 2026 com sinais de negociação e tentativa de acordo, além de discussões sobre garantias de segurança e cenários de cessar-fogo, o que reforça a sensação de “virada” típica do ciclo, seja por escalada, seja por um congelamento do conflito. Ao mesmo tempo, o Irã aparece como outro foco sensível: os protestos que se espalharam no fim de 2025 e janeiro de 2026, impulsionados por crise econômica e insatisfação popular, são descritos como o maior desafio ao regime em anos, trazendo a possibilidade de abalos reais na República Islâmica.

Na América Latina, o choque mais evidente foi a operação militar dos EUA na Venezuela em 3 de janeiro de 2026, que capturou Nicolás Maduro e passou a ser comparada, em análises, à intervenção no Panamá em 1989 (no mesmo ano em que tivemos a Saturno – Netuno anteriormente) sendo um tipo de movimento que tende a reabrir discussões sobre precedentes, soberania e intervenção na região. Esse eixo também conversa com uma pauta de controle de recursos estratégicos: além da pressão e do interesse por rotas e territórios-chave, cresce o foco em regiões como o Ártico/ Groenlândia, que voltou ao centro do debate geopolítico com declarações recentes do governo americano sobre aquisição/negociação e segurança no Ártico.

No plano econômico, a reacomodação de blocos e acordos também aparece: o acordo Mercosul–União Europeia foi assinado em janeiro de 2026, mostrando a tentativa de construir uma nova estrutura.

Em paralelo, tendências de endurecimento de fronteiras, militarização e conservadorismo podem ficar mais visíveis, e o caso americano dá um exemplo concreto: a política de imigração mais dura vem sendo associada a confrontos e episódios de violência, o que reforça o “tom ariano” de tensão e choque entre força, lei e população.

No Brasil, a análise ganha um peso especial porque a conjunção é observada na Casa 2 do Mapa do país e em conjunção com Plutão, regente da Casa 10: uma combinação que costuma traduzir o período como “economia decidindo governo”, e governo sendo obrigado a se reorganizar a partir da pauta material. Isso tende a deixar a economia como campo de batalha central, com narrativas de responsabilidade versus promessa e uma disputa intensa pelo que é “sustentável” e pelo que é “viável”. Ao mesmo tempo, Plutão como regente da 10 pode sinalizar uma reconfiguração do papel do Estado: tanto a via de um Estado mais interventor, que usa crédito, obras e política industrial como estratégia, quanto a via de um Estado forçado a se redesenhar por ajustes, cortes e reformulações. A presença de Netuno nesse eixo aumenta o risco de nebulosidade econômica e de guerra de percepção, tornando ainda mais importante a necessidade de “ancorar” números, confiança e direção. Em ano eleitoral, essa configuração tende a se intensificar: 2026 pode funcionar como gatilho do eixo economia–governo, inclusive alimentando a procura por “novas figuras” e a narrativa do “salvador”, algo muito típico de ciclos em que a realidade coletiva parece instável.

E há um tema que encaixa como pano de fundo estratégico: minerais críticos e terras raras. Em janeiro de 2026, já aparecem reportagens sobre conversas e reuniões preliminares entre EUA e Brasil envolvendo parceria em terras raras, dentro da lógica de redução de dependência da China, o que coloca o Brasil num ponto de atenção geopolítica e econômica ao mesmo tempo.

Diante disso, espera-se que 2026 seja um ano movimentado, decisivo e que pode marcar muitos novos inícios: escolhas que antes eram adiadas passam a ser antecipadas, alianças ganham novos contornos e a estabilidade fica mais condicionada a decisões rápidas (e nem sempre consensuais). Em ciclos como esse, a história costuma acelerar, e aquilo que parecia “impensável” pode virar pauta concreta, justamente porque a ordem internacional está em fase de ajuste e reposicionamento.

2) Crenças, filosofias e cultura

Como Netuno é o planeta que simboliza toda a parte religiosa, espiritual, dogmática e até cultural, espera-se que em seus encontros com Saturno esses temas também fiquem em foco e possam ser reestruturados. Saturno aponta para instituições, normas e tentativas de enquadrar o invisível; Netuno aponta para fé, símbolos e o contágio das narrativas. Em grandes conjunções Saturno – Netuno, historicamente, são percebidas tanto a criação de estruturas de fé quanto disputas por ortodoxia, cismas, reformas, controle moral e censura.

Na história, é possível observar vários marcos significativos que ocorreram nas Grandes Conjunções Saturno – Netuno. Na janela da conjunção de 594 a.C. em Áries, por exemplo, a vida e os ensinamentos de Siddhartha Gautama (Buda) simbolizam uma virada espiritual-filosófica de enorme alcance, com uma nova ética e uma nova visão sobre sofrimento, desejo e libertação. Séculos depois, o cristianismo passa por momentos decisivos de definição e ruptura: em 451, o Concílio de Calcedônia estabelece uma definição doutrinária central e desencadeia cisões importantes; e em 1054, o Grande Cisma Oriente formaliza uma ruptura institucional que reorganiza não só a religião, mas a própria geopolítica da Europa. No mundo islâmico, a Hégira e a Constituição de Medina em 622 aparecem como um marco fundador do Islã como comunidade sociopolítica, mostrando como, nesses períodos, crença e estrutura de poder tendem a se misturar e exigir novas formas de organização.

Ao mesmo tempo, os ciclos Saturno–Netuno também evidenciam o outro lado do processo: o controle moral, a disputa por ortodoxia e a tentativa de enquadrar a imaginação coletiva. O Malleus Maleficarum (1486/1487), entra como símbolo de caça às bruxas onde o “invisível” vira ameaça social e Saturno responde com regra, punição e vigilância. Na Contrarreforma, o Concílio de Trento (1545–1563) reestrutura a Igreja Católica por dentro e consolida o “catolicismo moderno”, enquanto o Index Librorum Prohibitorum (1559) explicita a censura como ferramenta institucional para controlar o que circula. Já no século XVIII, a Encyclopédie (1772) simboliza o Iluminismo tentando reorganizar conhecimento e autoridade, deslocando o eixo da “verdade” para outra base.

No século XX, com as Conferências Introdutórias à Psicanálise, de Freud, marca outra virada: muda-se a leitura do sujeito, do desejo, da culpa e do que se entende como “fé” e interpretação, transformando cultura e pensamento. E, como a circulação é parte central desse eixo, faz sentido observar também os saltos de mídia (o primeiro jornal diário na Inglaterra em 1702, a impressão acelerada do The Times em 1814, a TV Tupi no Brasil em 1950) como marcos importantes da Saturno – Netuno.

Diante desse histórico, a Grande Conjunção de 2026 em Áries sugere um período de ruptura e recomeço simbólico. A tendência é de reformas e reestruturações institucionais em crenças e movimentos, com reorganização de regras e lideranças, ao mesmo tempo em que cresce o uso de religião como identidade política e ferramenta de moralização do debate público. Em um tom ariano, a disputa pode ficar mais direta: mais vigilância moral, mais radicalização de valores e, em alguns contextos, uma sensação de “nova caça às bruxas”, não necessariamente literal, mas simbólica, na forma de perseguições, cancelamentos, pânicos morais e cruzadas por pureza.

O grande elemento novo desse ciclo atual é a “realidade sintética”: IA, deepfakes e manipulações de imagem, voz e vídeo tornam a fronteira do real mais porosa. Netuno aparece como contágio, ilusão e dissolução da certeza. Saturno tende a responder com regulação, verificação, rotulagem e responsabilização, porque a sociedade precisa de mecanismos para sustentar o que é real em meio à multiplicação de versões. Nesse cenário, cultura, mídia e política se misturam ainda mais: música, conteúdos, notícias e fake news passam a operar como força de mobilização coletiva, e o debate sobre transparência do que é gerado ou manipulado tende a ganhar peso.

3) Questões naturais, climáticas e eventos extremos

Outro tema bastante recorrente quando se fala das Grandes Conjunções Saturno–Netuno envolve assuntos naturais, climáticos e eventos extremos. Saturno está associado às estruturas, à infraestrutura, ao solo, às construções e à base material; Netuno, por sua vez, representa as águas: mares, chuvas, rios, oceanos, transbordamentos e o que invade. Por isso, esse encontro costuma se relacionar a situações em que água e estrutura se chocam: enchentes, chuvas extremas, deslizamentos de terra, falhas de drenagem urbana, colapsos de contenção e até rompimentos de barragens e destruições costeiras. Em muitos casos, o que se observa não é apenas um fenômeno “natural”, mas a soma do evento físico com fragilidades estruturais: a água vem, mas é a estrutura que falha e é isso que transforma um episódio em colapso social.

Ao observar os acontecimentos nas orbes das Grandes Conjunções Saturno–Netuno, aparecem diversos exemplos de episódios em que a natureza testa limites materiais de forma literal. Na janela da Grande Conjunção de 1703, que também ocorreu em Áries, surgem registros emblemáticos no Japão, como o terremoto e tsunami de Genroku (1703) e, alguns anos depois, o megaterremoto e tsunami de Hōei (1707), reforçando a imagem de “solo cedendo” seguido da água invadindo. No mesmo período, a Grande Tempestade de 1703 no Reino Unido também expressa essa assinatura pelo lado do clima extremo e do colapso material. Há ainda outros exemplos marcantes, como o Grande Tsunami de Yaeyama (1771) e o terremoto de Guadalupe (1843), com tsunami no Caribe. No eixo das inundações, a Grande Enchente do Rio Amarelo (1887), lembrada como uma das cheias mais devastadoras da história, evidencia o ponto central deste tema: muitas vezes, o desastre não é apenas a água, mas a fragilidade das contenções, do planejamento e das estruturas expostas.

No século XX, o padrão continua visível com eventos que combinam choque físico e impacto social massivo. Um exemplo é o terremoto e tsunami de Severo-Kurilsk, na Rússia (1952), e, logo em seguida, a Enchente do Mar do Norte (1953), que atingiu Países Baixos, Reino Unido e Bélgica e ficou marcada justamente pela falha e rompimento de defesas costeiras: água encontrando estrutura e revelando o que não estava preparado. E quando se observam as Grandes Conjunções que ocorreram especialmente em signos de Fogo, aparecem também grandes incêndios e explosões como expressões de colapso material acelerado: o Incêndio de Moscou (1812), o Grande Incêndio de Tessalônica (1917) e a Explosão de Halifax (1917), exemplo quase literal que mistura Netuno (navios, porto, mar) com fogo e devastação.

Para 2026, a conjunção Saturno–Netuno em Áries pode expor vulnerabilidades em estruturas e favorecer episódios de alto impacto quando água e infraestrutura se encontram: enchentes, deslizamentos e colapsos de contenção, além de ressacas e inundações costeiras. Com a infraestrutura já no limite em muitas regiões, aumenta o risco de desabamentos, quedas de pontes e encostas, rompimentos e falhas de contenção, especialmente em contextos de chuva intensa, solo saturado e drenagem urbana frágil.

Ao mesmo tempo, os extremos podem ficar mais marcados, com a sensação de “muita água em alguns lugares e pouca em outros”, alternando chuvas concentradas e episódios de estiagem, o que amplia vulnerabilidades e pressiona cidades e sistemas de abastecimento. No ambiente costeiro, o tema de terremotos e tsunamis volta a ganhar destaque como símbolo desse encontro entre terra e água.

Já que a Grande Conjunção de 2026 ocorrerá em Áries, um signo de Fogo, outro tema bastante em foco é o aquecimento global e a elevação do nível do mar, tornando ressacas e invasões do mar ainda mais impactantes. Além disso, outro tema que merece cuidado e atenção é a tendência a incêndios de grandes proporções e queimadas em larga escala, com alto potencial de comoção e perdas.

Todos esses eventos podem disparar efeitos em cadeia: migração interna e internacional, custos econômicos elevados, pressão sobre governos e respostas emergenciais mais frequentes, alimentando o debate sobre vulnerabilidade e o crescimento do tema dos refugiados climáticos. Esse ciclo pede reforço de contenções, revisão de drenagem, cuidado com encostas, planos de evacuação, comunicação de risco e maturidade institucional, porque Saturno cobra estrutura e Netuno testa o sistema pela água.

4) Ciência, saúde e medicina

Na área de saúde e ciência, também são observadas influências claras das Grandes Conjunções Saturno–Netuno. Nesse tema, Saturno representa o que é embasado, técnico e científico, além de apontar para limites materiais e para doenças associadas à infraestrutura (ou à falta dela). Netuno, por sua vez, fala de dissolução de fronteiras, disseminação, contágio e tudo aquilo que se espalha e atravessa territórios. O encontro entre eles costuma aparecer como um ciclo que alterna, ou muitas vezes mistura, crises sanitárias e saltos técnicos, colocando a saúde pública e o conhecimento médico em primeiro plano.

Quando se olha para as janelas históricas dessas conjunções, é possível notar como grandes epidemias e colapsos sanitários reaparecem como marcos de época. Entre 249 e 262, a Peste de Cipriano atinge o Império Romano com impacto social e militar significativo. O exemplo mais emblemático é o da Peste Negra, a partir de 1347 que devasta a Europa e transforma profundamente demografia, economia e a sociedade da época. Séculos depois, a Grande Peste de Londres (1665–1666) se firma como uma das últimas grandes epidemias de peste na Inglaterra. E no século XX, a Gripe Espanhola (1918–1919) explode como pandemia global, com dezenas de milhões de mortes estimadas, consolidando a ideia de que, em certos ciclos, a saúde deixa de ser apenas um tema médico e passa a ser um tema civilizacional.

Em paralelo às crises, as Grandes Conjunções Saturno – Netuno também revelam marcos de avanço e reestruturação do conhecimento médico, como se a pressão do período exigisse método, técnica e novas respostas. Na conjunção de 1667 aparecem registros das primeiras transfusões e experiências de xenotransfusão, exemplos de tentativas radicais que desafiam fronteiras do corpo e colocam dilemas éticos em cena. Na janela da conjunção de 1809, o início da homeopatia surge como símbolo da tensão entre medicina alternativa e medicina institucional, reorganizando debates sobre cura e legitimidade terapêutica. Em 1846, a demonstração pública bem-sucedida da anestesia com éter inaugura uma revolução cirúrgica, transformando possibilidades de intervenção no corpo. Em 1953, a publicação da dupla hélice do DNA inaugura a biologia molecular moderna, abrindo caminho para a medicina contemporânea, enquanto no Brasil, ainda nessa mesma janela, a criação do Ministério da Saúde marca a institucionalização do tema como política de Estado. Décadas depois, dentro da janela da conjunção de 1989, a Constituição de 1988 define saúde como direito universal e dever do Estado, estabelecendo as bases do SUS e reforçando como, nesses ciclos, crises e avanços muitas vezes caminham junto com reorganizações estruturais.

Para 2026, um dos cenários possíveis nesse eixo é a ampliação do tema “saúde como segurança coletiva”. A hipótese de novas crises sanitárias (incluindo a possibilidade de uma nova pandemia) passa a ser tratada como risco crescente num mundo mais conectado e mais pressionado por mudanças climáticas, mobilidade e desequilíbrios ecológicos. Nesse contexto, a ciência tende a se voltar cada vez mais para vigilância, convivência e resposta rápida a surtos par evitar grandes pandemias globais, como foi observada em 2020, mas há um risco elevado para diversas epidemias pontuais (como já estamos observando com o vírus Nipah na Índia esse mês).

Enquanto isso, no Brasil e nas Américas as arboviroses seguem como grande teste, especialmente a dengue, com potencial de temporadas mais intensas. No pano de fundo, zoonoses como gripe aviária e suas variantes podem gerar sustos pontuais e reforçar protocolos de monitoramento. Outro tema estrutural que ganha protagonismo é a resistência antimicrobiana: surtos hospitalares, “superbactérias” e a necessidade de políticas mais rígidas de antibiótico, controle de infecção e saneamento. E, como parte inevitável do período, cresce também a disputa por narrativa: combate à desinformação, fake News e movimentos anti-ciência tende a permanecer como um dos grandes desafios, porque a crise sanitária hoje não é só biológica, é informacional.

Ao mesmo tempo, 2026 também pode ser um ciclo de avanço e aceleração tecnológica na medicina. Vacinas novas ganham escala, terapias gênicas e edição genética seguem deixando o campo experimental e virando “mundo real, além da consolidação dos tratamentos com GLP-1: um marco importante no enfrentamento da obesidade e de doenças crônicas. No campo das neurociências, novas drogas e tratamentos para Alzheimer avançam em testes e aprovações, abrindo uma fase de esperança e possíveis avanços.

No geral, o período tende a misturar duas forças típicas de Saturno–Netuno: de um lado, riscos coletivos e necessidade de estrutura; de outro, promessas de cura e transformação, exigindo regulamentação, maturidade institucional e responsabilidade no longo prazo.

Conclusão: a pergunta do ciclo

Com toda essa análise, foi observado que a Grande Conjunção Saturno–Netuno costuma marcar momentos em que a história entra numa zona de revisão profunda da realidade: aquilo que parecia sólido começa a perder sustentação, e o mundo precisa escolher o que vai manter, reformar ou abandonar. É a simbologia de Netuno dissolvendo o que já estava obsoleto ou sustentado por fantasia para que novas estruturas possam ser “saturninamente” criadas, com regra, método e sustentação.

Ao longo das janelas históricas analisadas, esse movimento aparece em várias áreas ao mesmo tempo: na geopolítica, com mudanças de ordem, blocos, soberania e “quem manda em quê”; em crenças e cultura, com reformas, disputas de verdade, ideologias como fé coletiva e crises de confiança na narrativa dominante; no clima e na natureza, quando o solo cede e a água invade, expondo fragilidades do sistema e transformando eventos extremos em crise social; e, por fim, na saúde e na ciência, quando períodos de risco e medo convivem com saltos técnicos e mudanças de paradigma.

Na prática, esse ciclo tende a operar em etapas. Primeiro, aparece a sensação de neblina: confusão, idealizações, promessas, desânimo, perda de confiança no que parecia óbvio e a impressão de que o mundo já não responde com as mesmas certezas. Em seguida, vem o teste de realidade: a conta chega, o sistema mostra falhas, aquilo que não tem base começa a cair e o coletivo é obrigado a encarar limites. Por fim, nasce a tentativa de reancoragem: novas regras, novas instituições, novas alianças, novas tecnologias e novas narrativas começam a surgir para sustentar o próximo ciclo. É nesse encadeamento que a reorganização do mundo se torna visível.

Por isso, 2026 em 0° de Áries sugere um ponto de partida com cara de início de era. O tom ariano favorece impulso, ruptura e tomada de posição, tornando decisões e mudanças mais rápidas e diretas. O tema central não é apenas o que acontece, mas o que será reestruturado: regras, instituições, narrativas e prioridades coletivas. A grande pergunta do ciclo permanece como fio condutor: o que vai sobreviver porque é essencial, e o que vai cair porque já estava sustentado por ilusão? Saturno pede estrutura, Netuno pede sentido, Áries pede ação. E a qualidade desse novo ciclo tende a depender de como o coletivo responde: com medo e confusão? Ou com maturidade, método e direção?

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Titi Vidal
Sou Titi Vidal, astróloga, comunicadora e empreendedora na Titi Vidal® Astrologia. Atuo na Astrologia há mais de 20 anos, focada no autoconhecimento, desenvolvimento, transformação pessoal e tomada de decisões, em mais de 20 mil atendimentos já realizados, além das palestras, cursos e conteúdo que produzo intensamente durante todos esses anos. Autora de livros, revistas, jornais, televisão e sites. Atuei como advogada, antes de seguir o chamado para ser astróloga. Sou pós graduada em Jornalismo e em Influência Digital e Mestre em Comunicação. Criei o primeiro podcast de Astrologia do Brasil e estou sempre empreendendo e inovando, unindo minhas duas grandes paixões: Comunicação e Astrologia. Também sou parceira de marcas, palestrante, mãe da Luiza e de vários pets. Você pode acessar meu perfil aqui no site para saber mais sobre minha trajetória.

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