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titi vidal é astróloga, terapeuta e taróloga. Clique aqui para conhecer mais sobre ela
Astrologia e Mapa Astral
06
jul
Por Titi Vidal
Muito se fala sobre Astrologia e mapa astral, mas será que de fato sabemos exatamente o que é e para que serve? É muito comum se associar a Astrologia apenas ao horóscopo escrito em jornais e revistas, ou até mesmo considerar que apenas nosso signo influencia tudo que somos. Por isso mesmo é comum ouvirmos pessoas dizendo que o signo bate ou não bate e que por isso a Astrologia funciona ou não funciona. Mas Astrologia é muito mais que isso. Está muito além de apenas saber de que signo eu sou, ou as dicas que o horóscopo do dia me dá. A Astrologia é uma antiga arte e um valioso conhecimento capaz de nos orientar por esta jornada que é a vida. Sabemos que desde a antiguidade os astros eram os grandes guias dos homens, que por eles se guiavam para tudo: desde suas navegações, quando para se orientarem seguiam o caminho que os astros apontavam e assim sabiam para que direção caminhavam, até para plantar e colher, de acordo com que energia os astros prometiam. Sabemos também que muitas construções antigas foram feitas sob a orientação do céu. E temos muitos relatos que nos contam que importantes reis ao longo da história aconselhavam-se com Astrólogos ao tomar suas decisões mais fundamentais. Estes são apenas alguns exemplos de como nossos antepassados se utilizavam desta fascinante arte de olhar e tentar compreender as estrelas. Hoje em dia temos a possibilidade, assim como se fazia antigamente, de usar a Astrologia de diversas maneiras, com inúmeras finalidades e objetivos. É um arte muito rica e complexa. O que mais conhecemos e ouvimos falar, além do horóscopo e do signo solar, é o mapa astral. Também chamado mapa astrológico, é um riquíssimo instrumento de autoconhecimento e de direcionamento. Ele é a fotografia do céu no instante de nosso nascimento e nele se registram todos os aspectos de nossa personalidade e existência. Ele nos mostra cada um dos astros e em que signo estavam no momento de nosso nascimento. Mostra também a casa astrológica onde cada um deles estava localizado e aspectos existentes entre eles. No mapa, falando de forma bem simplista, os planetas representam funções de nossas personalidades, partes de nós mesmos. Os signos onde estão mostram as qualidades destas funções, enquanto que as casas onde se encontram mostram áreas e assuntos de nossas vidas onde se manifestam. Como se planetas fossem “o quê?”, signos “como” e casas “onde”, enquanto que os aspectos a relação existente entre todos eles. E estamos falando aqui de pelo menos dez astros, doze signos e doze casas, em inúmeras variedades de combinações. Só de pensar assim, já podemos ver a variedade de possibilidades e portanto de mapas astrológicos podemos ter. Até porque cada astro tem velocidade muito particular ao percorrer o zodíaco (caminho aparente do Sol e outros astros ao longo dos signos) e isto faz com que as combinações sejam vastíssimas. E isto nos mostra que, portanto, que cada pessoa tem um mapa astrológico diferente da outra e por isso são diferentes uma da outra. Até mesmo alguém que nasce muito próximo, tem sempre alguma diferença, ainda que pequena. E isto vale até para irmãos gêmeos, que nasceu ao menos com alguns minutos de diferença, o que já muda algumas coisas. Olhando para o mapa astrológico, temos que cada detalhe ali é repleto de significados. Por exemplo, o Sol representa nossa essência, nosso ego, nossa vocação. E isto inclui o signo onde ele está (é o que conhecemos como nosso signo), casa onde se localiza, aspectos que recebe de outros astros. Ascendente fala de nosso comportamento, mostra a forma como as outras pessoas nos vêem, nosso corpo físico e muitas vezes até como nos vestimos. A Lua representa as emoções, o que nos dá segurança emocional, como lidamos com os sentimentos. Mercúrio nos mostra como nos comunicamos, como nossas idéias e pensamentos são estruturados e como passamos isso adiante. Vênus nos diz a respeito de nossos relacionamentos e desejos. Marte sobre nossas ações, como nos afirmamos, como lidamos com a energia agressiva. E assim por diante. E sempre lembrando que é preciso avaliar o contexto, ou seja, em que signo e casa está cada planeta, a combinação entre todo o conjunto e assim por diante. Assim, uma pessoa que tem um Sol em câncer por exemplo, tende a ser alguém sensível, ligado a família, que tende a cuidar das pessoas, mas este Sol pode estar na casa X, que representa a carreira, entre outras coisas, nos dizendo que esta sensibilidade e cuidado estarão projetados na escolha da profissão. Pode ser alguém que trabalhe com alimentação, ou que seja muito preocupado com as relações no ambiente de trabalho, por exemplo. Por outro lado, um canceriano com um Sol na casa IV, que representa a família, provavelmente mostra alguém para quem a família e a vida pessoal estão acima de tudo. Mas isto tudo claro que depende também de todo contexto do mapa. Mas já dá para termos uma idéia que só de partida duas pessoas do mesmo signo já podem ser bastante diferentes. E pelo menos em relação as casas, em um mesmo dia todos os astros podem passam por todas elas. Isto porque a cada aproximadamente duas horas temos uma mudança no signo ascendente e por conseqüência em todas as casas astrológicas. Isto significa que só em termos de áreas na qual tendemos a nos expressar mais e assuntos com os quais tendemos a estar mais ligados, já temos doze possibilidades em um único dia. E isto é apenas um exemplo do quanto um mapa pode mudar. E podemos ampliar nossos horizontes para termos em mente o que mais a Astrologia pode nos indicar. Podemos analisar um mapa com o foco vocacional, relacionamentos, saúde, entre outras áreas. Podemos interpretar o mapa de uma criança com este enfoque ou de uma empresa para entender como funciona tudo ali: direção, departamentos, público, etc. Enfim, a Astrologia é uma ferramenta muito completa e com muito conteúdo, que nos permite olhar de várias maneiras, com enfoques e objetivos diferentes, mas sempre com a possibilidade de melhor entender e viver tudo em nossa vida. E é por isso que acredito que, principalmente em termos de Astrologia pessoal, ela nos permite o autoconhecimento e o vivenciar melhor da vida. Neste sentido vejo o mapa como uma espécie de manual de instruções ou a bula de um remédio, que nos mostra como funcionamos, quais nossos recursos e funções. Mostra o que temos de bom e também os possíveis defeitos e efeitos colaterais. E quando temos todas estas informações, sabemos como lidar melhor com isso, não somos mais pegos de surpresa e conseguimos expressar melhor tudo que temos de bom, pois conhecemos bem todas as funções. Além disso, sabendo já dos desafios e dificuldades, conseguimos nos preparar melhor para evitar que eles nos sabotem. E se pensarmos isso em termos de futuro, ou seja, de previsões astrológicas, é o mesmo projetado no tempo. Temos o mapa da rota ou estrada que temos que seguir. Sabemos os obstáculos que teremos e também as belas paisagens que veremos no caminho. Assim conseguirmos nos organizar bem melhor, sabendo estar atentos às boas passagens e poupando energia e o que mais for necessário para passar pelos obstáculos. E assim conseguimos percorrer toda esta estrada de uma maneira muito mais proveitosa e feliz.* Este artigo foi publicado no Jornal O Legado de julho/2009





