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titi vidal é astróloga, terapeuta e taróloga. Clique aqui para conhecer mais sobre ela
Afinal, estamos em crise?
08
mai
Por Titi Vidal
O assunto do momento é a crise mundial. A economia entrou em crise e com isso as pessoas passaram a se preocupar com suas situações pessoais e o quanto esta crise está nos afetando.Astrologicamente podemos dizer que a crise existe. Porém, pode não ser tão feia quanto se pinta, dependendo do ponto de vista e da forma como lidamos com ela. Um dos principais aspectos é a oposição Saturno-Urano, que entre idas e vindas provoca efeitos desde o segundo semestre de 2008 e permanece até o meio de 2010. É uma oposição ligada à crise do capitalismo e as dificuldades financeiras e tecnológicas em geral. Isto porque em termos de Astrologia mundial o Urano rege o capitalismo, a tecnologia, as mudanças, o mercado especulativo, os investimentos de risco, a Internet, as telecomunicações, a energia elétrica, a informática, entre outras coisas. Com a oposição de Saturno, estas áreas tendem a entrar em crise, principalmente se não houver infra estrutura e base o suficiente. Isto significa que o momento pede uma desaceleração destes mercados, com o conseqüente investimento em infra estrutura, para que depois de passado este momento tudo possa voltar a fluir naturalmente. Paralelamente a isso, Plutão entrou no signo de capricórnio, onde ficará pelos próximos 14 anos. Este trânsito faz com que diminua o crescimento, pois a busca é por mais segurança, estrutura e solidez. Assim como no caso da Saturno-Urano, o mundo para de investir em coisas arriscadas, preferindo lucros mais modestos porém seguros. O momento pede que se corte gastos desnecessários e tudo que é supérfluo. Com isso, é preciso observar o que se valoriza, o que é prioridade e o que deve ser considerado mais seguro e prioritário. Este ingresso de Plutão em capricórnio, além de coincidir com a oposição entre Saturno e Urano, aconteceu em um momento no qual Saturno estava no signo de Virgem, onde ainda permanecerá por algum tempo. E Saturno em virgem reforça a necessidade de infra estrutura, especialmente nos serviços mais básicos, como saúde, serviços e meios de produção, fazendo com que o foco dos investimentos seja este e não o que se pode entender como supérfluo ou secundário. Neste contexto, o que vemos é uma readaptação de valores e prioridade, preferindo sempre a segurança e a estrutura de tudo. É o preto no branco, ou seja, as coisas são vistas com mais realidade e objetividade. Não há mais como especular, idealizar ou gastar desenfreadamente. É preciso cuidar de tudo com mais atenção, com segurança, cautela e ponderação. As coisas são vistas como são e o valor a ser dado é exatamente o real, não há como aumentar isso. Isto significa que o momento é de ajuste de valores e a crise é muito neste sentido. Ou seja, aquilo que é visto acima do valor real perde parte de seu valor e a crise acontece. Além disso, as bases e estruturas são testadas e, com isso, apenas aquilo que tem solidez e profundidade tende a se consolidar. Em outras palavras, fica quem tem potencial e permanece firme quem tem raízes. É a crise da realidade. É o lidar de forma realista com a vida e com tudo a ela inerente. E isto não vale apenas para a economia. Vale para tudo em nossa vida, incluindo a vida pessoal. Por isso o que temos que fazer é ser realistas, perceber o valor que damos a tudo, incluindo a nós mesmos e a tudo que fazemos. Devemos manter os pés no chão e aprender a estabelecer prioridades, dando mais valor ao que é mais importante e de forma mais objetiva. E independente de qualquer coisa devemos pensar que apesar do contexto social algumas pessoas podem se alinhar mais ou menos ao que acontece no mundo. Isto significa que sempre precisamos priorizar nosso próprio mapa astrológico e nosso momento para saber se estamos mesmo em crise ou não. Até porque nem todas áreas estão vivendo esta crise. Pelo contrário, em toda crise pelo menos alguém sai beneficiado. E precisamos avaliar se estamos mais afinados com as áreas em crise ou as que estão passando por um bom momento. Apenas com uma avaliação pessoal e individualizada para saber. Assim, é importante verificar se fazemos ou não parte da crise e o que podemos tirar de melhor deste momento. É hora de fazer uma análise crítica e real de quem somos e quais nossos valores, sem esquecer de se estruturar e criar bases mais sólidas e concretas uma vez que isso se faz tão necessário neste momento.* Este artigo foi publicado no Jornal O Legado de maio/2009*





