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titi vidal é astróloga, terapeuta e taróloga. Clique aqui para conhecer mais sobre ela
A Marte-Plutão e a energia transformadora – violência ou energia vital ?
06
mai
Por Titi Vidal
Nos últimos meses, vivemos um aspecto astrológico tenso. A oposição Marte-Plutão. Uma oposição acontece quando dois planetas estão em signos opostos e representa o ápice de um ciclo entre eles. Em Astrologia mundial, Marte representa conflitos, violência, incêndios, destruição, assassinatos, entre outras coisas. Plutão representa poder, terrorismo, extremismo, vandalismo, atentados e luta por território, entre outros significados. Quando ambos encontram-se em contato, estas qualidades são ativadas, com a intensidade determinada pelo aspecto formado. No caso da oposição, temos a intensificação de todos os significados relacionados a ambos e à sua ligação, de forma potencializada e maléfica. Assim, marcam acontecimentos envolvendo violência, extremismo, agressividade, acidentes e radicalismo. São comuns notícias envolvendo tortura, casos hediondos, atentados e seqüestros. Costumam ser casos graves, violentos, extremos, envolvendo acidentes ou assassinatos que impressionam a população por sua gravidade. Podemos ouvir casos de mutilações, incêndios e aumento dos acidentes com morte. Vemos pessoas fazendo coisas insanas de tão agressivas e intensas. São comuns também os seqüestros e atentados terroristas, além de ações radicais. São períodos nos quais o mundo sente-se inseguro por conta do quadro violento. Mas alguns pontos devem ser considerados antes de uma interpretação determinista. O primeiro é que, como acontece com outros aspectos, benéficos ou tensos, as pessoas que em seu mapa natal têm ambos planetas em contato tendem a ficar mais vulneráveis aos seus efeitos. Da mesma forma, os mapas de cidades e países que possuem Marte e Plutão em aspecto ficam mais vulneráveis. Portanto, nem todas as pessoas, cidades e países são atingidos ou vivenciam aquilo da mesma maneira e de forma tão intensa. Outra questão importante é observar nestes mapas onde este aspecto está interferindo, para verificar que áreas e assuntos serão mais afetados. A esta relação damos o nome de ativo e passivo. O aspecto no céu é o ativo, mas apesar da energia de violência e agressividade, é apenas uma tendência que irá se consumar de acordo com os passivos existentes. Esta última oposição Marte-Plutão permaneceu por muito tempo, tendo sido mais ativada em alguns momentos, gerando acidentes violentos e assassinatos, entre outras coisas. Além disso, apesar do aspecto já ter terminado, ficou impresso no mapa de ingresso do Sol em Áries, que marca o início do ano astrológico e cujos efeitos são válidos por um ano. É como se fosse o mapa natal do ano. Por isso, estas tendências envolvendo ambos planetas tendem a continuar. No mapa de ingresso, Marte encontra-se na casa V que, entre outras coisas, tem a ver com diversões públicas, lazer, crianças, bolsas de valores e esportes. Estas são áreas, portanto, que tendem a estar mais influenciadas ao longo do ano. E é o que estamos vendo, em um período marcado por torturas e assassinatos envolvendo crianças, por exemplo. No caso do Brasil, Marte tem a ver com o eixo III-IX, ou seja, tem relação direta com o trânsito, as estradas e a educação, entre outros assuntos. Com esta tensão no céu, vimos o trânsito ficar mais violento, com maior número de acidentes graves e fatais. Outro momento que evidenciou tudo isso, foi no mês de março, quando a lunação, que é o mapa utilizado para as previsões mensais, teve Marte no ascendente em oposição ao Plutão, marcando atitudes agressivas por parte da população, de pessoas comuns das quais não se esperava atitudes tão violentas. Vimos nos noticiários brigas fatais no trânsito, entre outras coisas. Verificando os meses ainda por vir, apesar de sabermos que esta energia estará presente ao longo de todo ano, podemos prever alguns períodos em que isto tende a ficar mais evidentes. O primeiro é agosto, quando Marte e Plutão formam novo aspecto tenso no céu. Mas desta vez o aspecto será mais breve. O momento seguinte é o mês de dezembro, quando no quadro cósmico Marte e Plutão estarão conjuntos no espaço. Além disso, no mapa do ingresso do Sol em Capricórnio, que marca o início de uma nova estação e na lunação de dezembro, esta conjunção estará na casa XI, ligada aos deputados, parlamentares e senadores. Serão momentos especialmente delicados, nos quais a onda de violência e terrorismo tende a voltar. Sabendo com antecedência, podemos nos preparar, tomando as devidas precauções e cuidados. Além disso, apesar das tendências, devemos nos lembrar que Marte tem a ver também com a energia, com a ação, com a iniciativa, com o masculino e o começo. É um dos planetas que fala sobre vitalidade. Também o Plutão, tem outros significados, como transformação, profundidade e intensidade. Assim, a energia Marte Plutão no espaço também pode se relacionar à necessidade de olhar nosso próprio potencial agressivo e transformador. A energia marciana é de fato agressiva, mas esta agressividade pode ser utilizada de forma positiva, quando voltada para a ação pioneira e a iniciativa. Colocar esta energia para fora significa criar vida e estar vivo. Quando esta energia agressiva é contida, acaba se tornando agressividade negativa, como a raiva e a violência. O mesmo acontece com Plutão, cuja energia transformadora quando não externalizada torna-se extremismo e tirania. Além disso, a oposição entre eles, cuja energia nos acompanhará ao longo do ano, nos faz ver no externo aquilo que se passa dentro de nós. Vemos, portanto, a agressividade e a violência no mundo como questões externas e alheias a nós mesmos. No entanto, devemos parar e refletir que o externo sempre reflete o interno e que, portanto, somos responsáveis por tudo que se passa ao nosso redor, seja em nossos relacionamentos íntimos e familiares, na sociedade em que estamos inseridos e também no contexto mundial. Temos que parar de nos chocar com o que externamente acontece e olhar para onde estamos focando e direcionando tanta agressividade, já que todos nós temos Marte e Plutão em algum lugar de nosso mapa. Temos que assumir a responsabilidade pelo direcionamento positivo destas energias violentas, notando que nos chocamos ao ver do lado de fora refletidos conteúdos nossos internos. Assim, ao invés de projetar tanta violência no mundo, vamos olhar para dentro de nós e, fazendo nossa parte, canalizar esta energia vital, capaz de criar e transformar, para coisas positivas e transformadoras, gerando mais vida e menos terror.
Este artigo está publicado no Jornal O Legado de maio/2008.





